sábado, 5 de dezembro de 2009

, é, me parece tão tranquilo e fluido a dignidade de envolverSE que esqueço de pergunta: isso me interessa? é que a razão da palavra caiu tropeçada em si, perdeu o valor e me queimou o estomago alguns peidos. É que as palavras ensimesmadas ensiencerramSE a ação não.
Não
quero mais não.
Dizem tanto o que não são
que contra isso
só a mudez de um ação
nua

(disseram-me: então, quando vierem cagar em sua direção, solte um peido antes,
e saia do ambiente.)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ai chorava, perguntavam do café, chorava, se tava tudo bem, chorava, se tinha saído de lá, ai, ai chorava, secava os olhos quase quase, sem razão, por que chora? ai chorava, o que ia fazer na sexta, chorava, sorriu tão tão espontaneamente, chorava o trecho Ana Cristina César , quase ria Arnaldo Antunes, quase, choramingava, secava o quase molhado disfarçadamente comendo o tempo no relógio que não passava, um choro, não o dela, não, outro choro da criança que ela chorava, disse amo, sim ama, quase quase chorou e riu meio atrapalhada da própria sensação, tudo absolutamente úmido de dentro para fora, cuspia pelos olhos o que nem sabia, chorava o pão, o óculos quebrado, a chave enguiçada da porta, a luz meio amarela do corredor, o cheiro do amaciante o jeito atrapalhado das crianças de contar episódios fragmentados tão completos na verdade discursiva, que chorava, vinte minutos de espera, o calor no vidro do ônibus a falta de troco do cobrador, não, não fica assim jururu, que ce tem? tenho jururu seu cú, jaburu, queria responder assim, não conseguia tamanha a falsidade, ai, ai chorava disfarçada de sensível. ah não fica assim Assim como jaburu? sinto lhe informar admito a tristeza sim, chorava alegre a dor-sem-nome vazava, deixava-se a cada vai chover sem guarda-chuva molhar bolsa, livro, pé do fim do dia café na cama,
chorava
e foi dormir.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

falando o rabiscado
falano rabichicado
o falão bixificado
facão fincado
ação fígado
figa
gado
do
(boldo nele)
ontem
eu travou os costas
dando risada o que falar
inexplicável
hoje
eu cultivo as costas
maldizendo musculutura:
eu só ria
(arnica nela)
credo
nem pensar

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

hálito de borboletas frescas
recém prontas para a morte
quando a palavra
cospe
(desajeitado título)
a não-poesia
delira
ficções do dia-a-tédio
na cidade apodrecida
escorremME:
café. não.
antes botar fogo
(em tudo)
e festarmoNOS a indolência

quinta-feira, 23 de julho de 2009

é coisa que gosta de chuva é menino